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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

2017: 12 anos de Andre Prinz von Trivulzio-Galli como "Blogueiro"

Neste Novembro comemoro os meus 12 anos como escritor de Blog... sim, Fiel Leitor, há 12 anos o autor dessas linhas se dedica a tornar as vossas vidas mais cultas, e portanto, muito mais aburridas como dizem nossos amigos espanhóis. 

O Blog de Cavalaria fora criado em 10 de agosto de 2011, há 6 anos portanto, porém os meus mais Fieis Leitores irão se recordar do saudoso e já extinto Blog Linhagens e Brasões, blog que havia sido criado em um outro 15 de novembro, há 12 anos... Para os meus tantos leitores de fora do Brasil, a data de 15 de novembro é feriado nacional no Brasil, pois é o dia em que se recorda a fatídica proclamação da república, que infelizmente até hoje rege nosso destino político... Como é sabido, sou Monarquista "por Cálculo Patriótico", como bem dizia o Visconde de Taunay, e desta forma, aquele meu dia 15 de novembro de 2005 estava sendo absolutamente entediante e sem o menor sentido.



Ser Monarquista em 2005 era algo muito difícil, pois pouquíssimas pessoas no Brasil sabiam algo sobre a Monarquia pós século XIX, e muitos confundiam a história da Monarquia Constitucional Brasileira (1822-1889) com a história do Brasil monárquico enquanto Estado Ultramarino Português (1500-1822); e desta forma, dizer em 2005 que se acreditava na Monarquia como uma alternativa para o Brasil, era o mesmo que dizer que se acreditava em extraterrestres... 

Decidi então criar um Blog, o que, naquele tempo, era visto como quase subversivo, vez que a internet no Brasil, em 2005, era uma terra quase inexplorada (em 2005 eu era Seminarista, e só pude criar o meu primeiro Blog utilizando "clandestinamente" o computador da Biblioteca do Seminário, o único com acesso à rede naquele tempo...). Chamei o Blog de Linhagens e Brasões, e minha primeira postagem foi, justamente, em defesa da história da Monarquia Brasileira.

Para quem não se recorda, esse era o som da internet discada (que infelizmente, durou muito no Brasil...)

Como o próprio nome daquele Blog mostrava, àquela página falaria acerca dos dois assuntos que mais me interessavam: a heráldica e a história das linhagens da Nobreza. As postagens iniciaram-se semanais (embora, com o passar dos anos tornaram-se menos frequentes...), e recordo-me da minha alegria quando, ao final do primeiro mês o Blog teve 2 mil acessos. Em um tempo em que a internet era, em maioria discada (para os Leitores que estão lendo essa postagem traduzida pelos motores de busca, estou dizendo que no ano de 2005 a internet no Brasil era, quase toda [se não toda] dial-up internet access), esse número era realmente bastante alto, e no final do segundo ano, a média de acessos era de 5 mil acessos em média mensal. Neste período o ato de ter o Blog já era motivo de pleno espanto, e até mesmo gerava certa desconfiança no interlocutor, pois, se imaginava que tudo o que se falava com um autor de Blog, poderia virar "postagem". Foi nessa época que criou-se o título "Blogueiro", hoje quase em desuso, mas que tinha um enorme peso naquele tempo... 



O bom e velho Blog Linhagens e Brasões teve sua última postagem no início de 2011, quando, por um problema que levei anos para resolver, perdi o acesso ao e-mail que me dava acesso à plataforma no Blogger, e, em um tempo em que ainda não existiam contas interligadas, perder uma senha e não conseguir recuperá-la, era coisa bastante grave... 

Para os que se recordam: a imagem de fundo e do cabeçalho do
extinto Blog Linhagens e Brasões


Fiquei realmente bastante triste, pois havia perdido um Blog com quase 250 inscritos, que havia recebido quase 450 mil acessos, o que era um número bastante satisfatório. Passei quase o ano de 2011 inteiro tentando recuperar a minha senha, porém sem o acesso ao e-mail usado para criar aquela conta, isso era impossível. Estava decidido a não mais escrever em Blog's, até que, incentivado por um amigo blogueiro espanhol, decidi criar um novo Blog, o chamei então de Blog de Cavalaria


Com o Blog de Cavalaria, além da heráldica e história falaria acerca das diversas Ordens de Cavalaria, algo que manteve-se como a base, os três pilares editoriais que mantiveram-se até hoje, neste vosso entediante Blog de Cavalaria. 

Mais tarde, em 2013, contando com o auxílio de um técnico do laboratório de informática da Faculdade de Direito onde estudava, consegui recuperar a minha antiga conta, e pude finalmente reaver o domínio do Blog Linhagens e Brasões; todavia, em 2013 o Blog de Cavalaria já era consolidado, com um bom número de inscritos e acessos constantes. Pude ver que seria quase impossível recuperar o velho público que acessava o Linhagens e Brasões, após quase 3 anos sem postagens, e decidi finalmente deletar o antigo Blog, afinal, seria um "concorrente" a menos para o Blog de Cavalaria, todavia, aproveitei para relançar as postagens mais acessadas daquele antigo Blog, nesse novo, o que foi algo muito bom, pois assim vários dos antigos Leitores puderam encontrar minha nova página.



Mas, ao logo desses 12 anos, poderia perguntar: o que vi da vida? Realmente, tratando-se da vida na web, já vi muito dela, a pude aprender bastante acerca dos costumes de meus Leitores, que por isso são chamados de Fieis Leitores dessa Blog de Cavalaria

O país que mais Leitores deu-me (apenas contando o Blog de Cavalaria, e falando em Leitores individuais, ou seja, pessoas que acessaram esta página uma vez, não sendo contadas quantas vezes voltaram com o passar dos anos) foi o Brasil, com quase 42% dos Leitores
Depois vem os Estados Unidos, que colaborou com 31% do Leitores;
Em seguida vem Portugal, que deu-me mais 10% dos Leitores dessa página;
Na sequência Rússia, com 5% dos frequentadores dessa página;
Depois França, que colaborou com 3% dos Leitores;
Na sequência Itália, com mais 3%;
Vindo após a Alemanha, com 2%;
Então a Espanha, com mais 2% de nossos Leitores;
Argentina, com 1%;
e finalmente Ucrânia, com 1%.

Os demais países que deram-me Leitores ao longo desses 6 anos do Blog de Cavalaria não chegaram a "pontuar" para as estatísticas...

O Blog de Cavalaria, criado para sanar a perda do Blog anterior, é um dos últimos sobreviventes dos Blog's criados na chamada "época de ouro" dos Blog's dedicados à Heráldica e Cavalaria. Para quem não se recorda, essa "época de ouro" deu-se nos anos de 2009 a 2012. O Blog que iniciou a "fama" dos Blog's de heráldica em nível internacional foi o já extinto "Blog de Heráldica", magnificamente ativo entre os anos de 2007 a 2012. Os blogs dedicados a esses temas, surgiram então às centenas, principalmente na Espanha (onde desenrolava-se, naquela época, o principal cenário heráldico da internet) mas também em Portugal, Chile, Argentina... O Blog de Cavalaria garantia a presença brasileira nesse cenário, tão refinado e concorrido. Porém tudo mudou com o final repentino do Blog de Heráldica, onde desenrolavam-se as principais discussões e debates entre heraldistas do mundo todo (ter o blog citado no Blog de Heráldica, era sinal de sucesso garantido, e vale-se lembrar que o Blog de Heráldica fez 3 postagens elogiando esse vosso tedioso Blog de Cavalaria), o fim do Blog de Heráldica foi o prelúdio do final da era de interesse massivo pelas artes da heráldica e da cavalaria.

Imagem de capa do magnífico, e infelizmente extinto, Blog de Heráldica

Com o passar de pouco tempo, a maioria dos Blog's criados para expor experiências de heraldistas caíram no quase esquecimento, e muitos deles foram deletados, apagados ou excluídos. Os poucos que restavam "ativos" foram deixando, pouco a pouco, de serem atualizados, até caírem no esquecimento... Atualmente, os blog's surgidos na "era de ouro" (2009 a 2012) são raríssimos, e podem-se contar nos dedos...


Diante de tudo isso, é para mim uma alegria, em mais este Novembro, completar 12 anos como Blogger, e em cada nova matéria (antigamente chamadas de "postagens"), tentar vos passar um pouco mais acerca da heráldica, da história e das Ordens de Cavalaria. Por esses 12 anos, agradeço a todos os meus Fieis Leitores. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Brasão de São Carlos Borromeo

Este é o dia, de fato, muito festivo, e para mim tem um certo gosto familiar, hoje é dia de São Carlos Borromeo.

Pintura de São Carlos Borromeo; ao contrário da maioria das pinturas, São Carlos sempre usou longa barba, durante quase toda a vida, apenas tendo a tirada nos seus últimos oito anos de vida, em sinal de penitência.


São Carlos Borromeo nasceu em Arona, capital do Condado de sua Dinastia, em 02 de outubro de 1538, filho de Giberto II Borromeo-Vitaliani, Conde de Arona, e de Margherita de'Medici, sobrinha do Papa Pio IV. Como filho de um dos homens mais Nobres e ricos da Lombardia, o jovem Carlos foi instruído em Milão, e sua sorte eclesiástica esteve garantida, quando o tio de sua mãe fora eleito Papa.

Pio IV chama seu sobrinho-neto Carlos Borromeo a Roma, onde passa a auxiliar na administração da Igreja. Pio IV tinha como secretário ao Cardeal Tolomeo I Galli, Duque de Alvito, que torna-se muito próximo a São Carlos, a ponto de, mais tarde, casar seu sobrinho-neto, Francesco I Galli, 3º Duque de Alvito, com a sobrinha de São Carlos Borromeo, a Condessa Giustina Borromeo (filha de Renato Borromeo, 9º Conde de Arona, filho, por sua vez, de Giulio Cesare Borromeo, 8º Conde de Arona e da Princesa Margherita Trivulzio, tios de São Carlo Borromeo (por ser Giulio Cesare irmão de Giberto II).

Brasão de São Carlos Borromeo. Arquivo da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina.


Por ideia do Cardeal Tolomeo I Galli, São Carlos Borromeo foi feito Arcebispo de Milão, deixando Roma em 1560, passando a governar a Arquidiocese de Milão no mesmo ano, e tornando-se Arcebispo da mesma em 1564.

A fama de São Carlos Borromeo manteve-se sempre associada a sua grande santidade pessoal, e também foi uma fonte inesgotável de prestígio à sua família, que soube usar do exemplo desse grande Santo, para firmar-se entre uma das mais ilustres da Europa. 

Para finalizar essa postagem, como não poderia ser diferente, a encerro com o brasão de São Carlos Borromeo, magnificamente blasonado pelo heraldista e Rei-de-Armas da Casa Principesca de Mesolcina Paulo Roberto de Sousa Fernandes, Conde de Colle d'Agnese, que o fez de forma magistral, tendo por base as imagens do brasão de São Carlos, guardadas nos arquivos da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina:

Recriação heráldica, plenamente fidedigna, do brasão de São Carlos Borromeo. Desenho de Paulo Roberto de Sousa Fernandes, Conde de Colle d'Agnese.
O Brasão de São Carlos Borromeo combina os brasões dos Medici, família da mãe de São Carlos, com o dos Borromeo-Vitaliani, família de seu pai, juntamente com o lema pessoal de São Carlos "Humilitas". 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Brasões dos Membros da Sacra Milícia

Fiel Leitor do Blog de Cavalaria, faremos hoje um tipo de postagem que já não fazemos há muitos anos: uma postagem pura e simples sobre brasões de Armas, e hoje, faremos sobre os brasões de alguns Cavaleiros da Sacra Ordem Dinástica, Equestre, Militar e Hospitalar da Milícia de Jesus Cristo e de Santa Maria Gloriosa, a muito conhecida Sacra Milícia.

Para facilitarmos a leitura, bem como a compreensão de que trata-se de uma postagem sobre brasões, e não sobre os portadores, colocarei apenas informações básicas, como o primeiro nome do Cavaleiro, e o grau na Ordem, para assim se compreender as condecorações:

Brasão de Armas de Sir Edvaldo, que além de ser Cavaleiro-Comendador de Graça Magistral da Sacra Milícia, é também Cavaleiro da Ordem da Cruz Mariana (Ordem Cavalheiresca interna da Sacra Milícia) e Cavaleiro da Ordem da Lealdade ao Príncipe (outra Ordem Dinástica da Casa Principesca de Mesolcina).

Brasão de Armas de Sir Ednaldo (irmão de Sir Edvaldo, cujo brasão está acima), que é Cavaleiro de Graça Magistral da Sacra Milícia, Cavaleiro da Ordem da Cruz Mariana e Cavaleiro da Ordem da Lealdade ao Príncipe.


Brasão de Armas de Sir Adilson, Cavaleiro de Ofício da Sacra Milícia.

Brasão de Armas de Sir Márcio, Cavaleiro de Graça Magistral da Sacra Milícia.

Brasão de Armas do Delegado da Delegação Checa das Ordens Dinásticas da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina, que é Cavaleiro da Grã-Cruz de Graça e Devoção da Sacra Milícia. 

Para aqueles que desejam saber maiores informações acerca das atividades da Delegação Brasileira das Ordens Dinásticas da Casa Principesca de Trivulzio-Galli della Mesolcina, fora lançado esta semana um novo site próprio da Delegação, que é: mesolcina.wixsite.com/delegacaobrasileira 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Heráldica: Aumento de Honras

Por Sua Alteza Sereníssima
Andre Prinz von Trivulzio-Galli
14º Príncipe de Mesolcina e do Sacro Império Romano-Germânico

Um tema pouco lembrado para aqueles que escrevem sobre a heráldica, é a temática do Aumento de Honras, coisa assaz bastante comum nos séculos que sucederam à Idade Média, porém quase totalmente esquecida em nossos dias.

Um Aumento de Honras, em italiano: Arma di Concessione, em inglês: Augmentation of Honor, e consiste, basicamente, na Concessão Heráldica, feita por um Imperador, Rei ou Príncipe, de parte de suas Armas pessoais a algum Vassalo seu, ou a algum partidário. 

A curiosa situação política italiana, onde não havia um Rei, porém onde a península era governada por dezenas de Príncipes mais ou menos Soberanos, possibilitou que as famílias italianas recebessem Concessões de Aumentos de Armas feitas por diversos Soberanos estrangeiros.

Brasão dos Gonzaga (depois Duques de Mantova) após o Aumento de Honras a eles concedidos em 1394 por parte do Sacro Imperador Romano-Germânico Venceslau de Luxemburgo, que sendo também Rei da Boêmia, permitiu que os Gonzaga levassem o leão da Boêmia como Aumento de suas Armas.


Os Sacro Imperadores Romanos-Germânicos foram os que mais Aumentos de Honras realizaram para famílias da nobreza italiana, principalmente àquelas do Norte. A maioria desses Aumentos consistiu na Concessão do uso da águia imperial, de sable (preta) sobre ouro. Tal águia foi utilizada tanto com uma cabeça (Impero antico) como bicéfala. 

Um Aumento de Honras, quando realizado, devia tomar a parte mais honrosa do escudo, assim, foram comuns os Aumentos de Honra utilizados em Chefe, ou ainda, no esquartelado do escudo (quando o Aumento utiliza o 1º e 4º campos), ou ainda como escudete sobre o abismo do escudo. 

O Rei da França foi sempre promissor em conceder Aumentos de Honras aos seus partidários italianos, e isso tinha uma razão prática: um Príncipe utilizando as Honras Heráldicas recebidas de um Rei estrangeiro era uma mensagem política importante, vez que, após o final da Idade Média, portar um brasão era necessariamente sinal de alinhamento político com o dono daquele brasão (mais ou menos o que se vê em nossos dias, com os partidários de determinados partidos, que usam os símbolos de seus grupos). 

Várias foram as famílias da mais alta aristocracia italiana que receberam Aumentos de Armas do Rei da França. Esses Aumentos, eram então chamados de Aumentos de França. Uma das mais antigas foi a Casa de Gonzaga, que receberam ainda em 1431 um Aumento de Honras dadas pelo Rei Carlos VII, composto por um escudo de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura dentada de goles e ouro. Tal concessão deu-se por ser Niccolò III d'Este, Marquês de Ferrara, de Modena e Reggio, um dos maiores partidários do Rei Carlos VII. 

Aumento de Honras atribuída aos Est, Marqueses de Ferrara, de Modena e Reggio (depois Duques de Modena e Reggio), pelo Rei Carlos VII de França.

Quanto à Casa Colleoni, esta recebeu seu Aumento de França ainda em 1440, quando Bartolomeo Colleoni, Senhor de Calcinate, de Cologno al Serio, de Malpaga e de Covo, etc., Condottiere da Sereníssima República de Veneza, o recebeu do Rei Carlos VII de França. Barolomeo Colleoni foi um dos raríssimos Armigerantes que recebeu dois Aumentos de Honras do mesmo Rei: primeiramente, teve o direito de usar seu escudo cortado, I as Armas da França, e II a dos Colleoni; mais tarde, Carlos VII lhe concedeu novo Aumento de Honras, quando lhe concedeu que usasse um escudo de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura de blau e ouro.

Aumento de Honras dos Colleoni, Senhores de Calcinate, de Cologno al Serio, de Martinengo, de Malpaga, de Covo, etc. pelo Rei Carlos VII de França


A Casa de'Médici, que recebeu ainda em 1465 um Aumento de Honras dadas pelo Rei Luis IX, que consistiu nas próprias Armas do Rei da França, em formato redondo, a serem utilizadas sobre o abismo (centro) de seu escudo. Depois, no tempo de Lorenzo de'Medici, dito Il Magnifico, o Aumento de França passou a ser utilizado em chefe de seu escudo.

Aumento de Honras atribuídas aos de'Medici, Duques de Florença (depois Grão-Duques da Toscana), pelo Rei Luís IX de França


A Casa de Trivulzio recebeu seu Aumento de França em 1480, quando Gian Giacomo II Trivulzio, dito Il Magno, Duque de Venosa e de Melfi, Marquês de Vigevano e Conde de Mesolcina, torna-se o Marechal do Reino da França. O Aumento de Honras da Casa de Trivulzio consistia em um escudo de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura de goles com oito rosas de prata.

Este não foi o único Aumento de Honras que Gian Giacomo II Trivulzio adimpliu para sua Linhagem, pois vale-se lembrar que Il Magno Trivulzio também recebeu Aumento de Honras do Papa Inocêncio VIII, que em agosto de 1487 lhe concede a Rosa de Ouro, a maior honraria que pode ser concedida pela Santa Igreja. Para simbolizar tamanha honraria, É adimplido um campo de ouro com uma faixa de prata (cores da Santa Sé), carregada de uma rosa de ouro, entre duas cruzes páteas de goles.

Aumento de Honras atribuído aos Trivulzio, Príncipes de Mesolcina, Duques de Venosa, de Bojano, de Melfi, Marqueses de Vigevano, pelo Rei Luís IX de França


Não menos famoso que os anteriores, é o Aumento de França que foi concedido ao Ramo de Nevers da Casa de Gonzaga. Os Gonzaga-Nevers receberam como Aumento de França o direito de portar um escudo de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura de goles com oito besantes de prata; tais Armas são chamadas de Armas d'Alençon, justamente porque foram utilizadas pelos Duques d'Alençon (da Casa de Valois). Isso foi possível uma vez que Anna d'Alençon, filha do Duque Renato d'Alençon, casou-se com Guilherme IX Paleólogo, Marquês de Monferrato, e desse casamento nasceram 3 filhos, sendo uma delas, Margherita Paleólogo casa-se com Frederico II Gonzaga, Duque de Mantova, legando então aos Gonzaga os direitos que sua mãe havia trazido com seu casamento, que passaram em seguida a Luis Gonzaga, terceiro de seus sete filhos, que casou-se com a herdeira do Ducado de Nevers, iniciando assim o Ramo dos Gonzaga-Nevers.

Aumento de Honras atribuído aos Gonzaga-Nevers, Duques de Mantova, de Nevers e de Rethel.


Algo bastante curioso sobre os Aumentos de Honras, é que eles podiam mesmo vir a serem utilizados como Armas principais da Dinastia, como muitas vezes fizeram os Gonzaga-Nevers, que passaram a utilizar seu Aumento de França como Armas plenas, mesmo que isso os colocasse em conflito com os Duques d'Alençon, que usavam as mesmas Armas.

Moeda de Carlos I de Gonzaga-Nevers, Duque de Mantova: nota-se que apenas são utilizadas as Armas de Alençon (três flores-de-lis em contrarroquete, com bordadura carregada de oito besantes).


HERALDICAMENTE o Aumento de Honras deve ser descrito à parte, de modo a se conservar na descrição heráldica o fato da peça não ser uma simples partição heráldica, mas sim ser um Aumento de Honras. Assim sendo, o brasão que segue, não deve ser descrito como "Equartelado, I e IV de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete com bordadura dentada de goles e ouro; II e III de blau carregado d'uma águia estendida de prata, armada, bicada, linguada e coroada d'ouro", pois, apesar de tal descrição ser heraldicamente correta ela é historicamente imprecisa, e como sabemos, Fiel Leitor, heráldica sem história é uma ciência estéril. Dessa forma, o modo correto de se descrever tal brasão, heraldicamente, é:

Equartelado: I e IV com o Aumento de Honras Concedido pelo Rei Carlos VII de França em 1431, que é de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura dentada de goles e ouro; II e III Armas dos d'Este, que são de blau carregado d'uma águia estendida de prata, armada, bicada, linguada e coroada d'ouro.

Uma curiosidade heráldica é o fato de que não existe nenhum termo heráldico em francês para se descrever um Aumento de Honras. Quando um heraldista franco deseja descrever um brasão que a contenha, deve utilizar o termo inglês Augmentation. Isso é de fato muito curioso, uma vez que foram os próprios Reis Franceses que mais difundiram esse costume ao longo dos séculos...

Uma coisa muito curiosa é o fato de que não foram apenas os Reis da França que concederam o Aumento de França! Por muitos séculos os Reis da Inglaterra sustentaram seus Direitos Dinásticos ao Trono da França (fato gerador da Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França), e dessa forma, como pretendentes anglicanos ao Trono da França, os Reis da Inglaterra também concederam algumas vezes o Aumento de França a seus vassalos. O mais famoso deles é, sem dúvida, o Aumento de Honras dos Duques de Marlborough, que foi concedido no ano de 1817 pelo Rei George III, e é composto por um escudo de blau, com três flores-de-lis d'ouro em contrarroquete (Armas da França) tendo por diferença uma bordadura de goles e de prata... Todavia, os Reis da Inglaterra sustentam não se tratar de uma bordadura em goles e prata, e sim de um campo de prata, com uma Cruz de São Jorge de goles, e sobre eles as Armas da França... Teorias heráldicas à parte, a conclusão de se tratar de uma bordadura, ou de um escudete de França sobre um escudo da Inglaterra (sic) deixo ao Fiel Leitor:

Aumento de Honras atribuído aos Spencer-Churchill, Duques de Marlborougt, Concessão essa feita pelo Rei George III da Inglaterra 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Brasões da Casa Real da França

Por Sua Alteza Sereníssima
o Príncipe Andre Prinz von Trivulzio-Galli
14º Príncipe de Mesolcina
18º Duque de Venosa

Como é sabido por todos os Fieis Leitores do Blog de Cavalaria, sou heraldista há muitos anos (comecei a estudar a heráldica aos 9 anos de idade), bem como sou Monarquista até a medula de meus ossos. Mais até do que Monarquista, sou um Legitimista, em todos os usos desse termo, pois sei que não é útil um monarquia que advenha da revolução ou do golpe, uma Monarquia verdadeira deve ser, antes de mais nada, Legítima. 

Minha linhagem, a dos Príncipes de Mesolcina, recebeu numerosos títulos ao longo dos anos, alguns deles tornaram-se mais famosos, como os de Duques de Venosa e Marqueses de Vigevano, ambos couberam a Gian Giacomo II Trivulzio, que os recebeu do Rei Carlos VII da França em 1482. Como ambos são títulos hereditários, depois confirmados pelo Sacro Imperador Fernando II de Habsburgo, todavia, mantiveram sua natureza de títulos nobiliares franceses. 

Dessa forma, como um Príncipes do Sacro Império Romano-Germânico, mas também como um Duque francês, sempre tive grande interesse pela Restauração da Monarquia na França, que como sabemos, é a Filha Primogênita da Igreja, e a mais antiga Monarquia da Europa (e perceba, Fiel Leitor, que a derrocada da Monarquia na França foi o princípio da derrocada de todas as demais Monarquias do Continente). 

Na França há hoje duas "correntes" monarquistas, aqueles que apoiam Henry d'Orléans, que são por isso chamados de "orleanistas", e aqueles que apoiam o Príncipe Luis de Bourbon, Pretendente Legítimo ao Trono da França, e por isso são chamados de Legitimistas. 

Segundo os orleanistas, os Bourbons perderam seus direitos ao Trono da França, pois descendem de Felipe V de Bourbon, Duque de Anjou, que tornou-se Rei da Espanha em 1º de novembro de 1700. O fato é que a Casa de Habsburgo e a Casa de Bourbon entraram em guerra para definir de quem era o Direito ao Trono da Espanha. Para por fim a Guerra de Sucessão Espanhola (como ficou depois conhecido esse conflito), Felipe V foi obrigado a assinar o Tratado de Utrecht, onde um dos artigos definia que Felipe V abandonaria para si e para seus descendentes seus Direitos ao Trono da França, o que foi absolutamente impossível e inválido, uma vez que a Monarquia Francesa era Sucessória, e não Hereditária, como as demais.

Isso quer dizer que na França o homem mais velho da linha mais velha da Casa Capetiana (descendentes agnatos de Hugo Capeto) herda o Trono da França, independente do que ocorra. Tal Lei, chamada de Lei Fundamental do Reino da França, garantiu o famoso "Milagre Capetiano", que salvou a França se crises sucessórias desde o século X.

Encerrando de vez os argumentos daqueles que apoiam as supostas pretensões do "Conde de Paris" (Duque d'Orléans) ao Trono da França, alegando que a renúncia que Felipe V foi obrigado a assinar pelo Tratado de Utrecht foi válida, lembro-os que Louis-Philippe d'Orléans, 5º Duque de Orléans, também RENUNCIOU A SEUS DIREITOS SUCESSÓRIOS para ser eleito pela Convenção da Revolução Francesa, se não vejamos a declaração que este mesmo Duque de Orléans fez:

"Je déclare que je déposerai sur le bureau ma renonciation formelle aux droits de membre de la dynastie régnante, pour m’en tenir à ceux de citoyen français."

Louis-Philippe d'Orléans, 5º Duque d'Orléans, chegou a afirmar, perante a Convenção, ser filho de uma relação adúltera de sua mãe, e dessa forma, não ter o sangue Capetíngeo, assumindo o sobrenome de "Égalité" (Igualdade), passando formalmente a ser chamado de Philippe Égalité, como bem sabemos.

Para saber mais, recomendo esse site: http://www.viveleroy.fr/ , um dos melhores sobre o assunto. 

Esclarecendo tais aspetos, passo agora a publicar os brasões dos membros da Dinastia Capetiana, começando com Sua Alteza Real o Príncipe Luís XX de Bourbon, Duque d'Anjou, Chefe da Casa Real da França (como a lista é muito extensa, com mais de 120 nomes, blasonei apenas aqueles que possuem brasão de armas mais conhecido).

Casa de Bourbon (de França)

Brasão de Sua Alteza Real o Príncipe Luís XX de Bourbon,
Duque de Anjou,
Chefe da Casa Real da França, e Legítimo Rei da França, "Liutenant du Christ" (Lugar-Tenente de Cristo)

Brasão de Sua Alteza Real a Princesa Marie Marguerite, Duquesa de Anjou,
Consorte do Chefe da Casa Real da França.

Brasão de Sua Alteza Real a Princesa Maria del Carmen Martínez-Bordiú, Duquesa Viúva de Anjou,
Mãe do Chefe da Casa Real da França.
Filha de Dona María del Carmen Franco, 1º Duquesa de Franco e de Don Cristóbal Martínez-Bordiú, 10º Marquês de Villaverde.

  Brasão de Sua Alteza Real o Príncipe Luís de Bourbon,
Delfim da França, Duque da Borgonha,
1º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.


  Brasão de Sua Alteza Real o Príncipe Alfonso de Bourbon,
Filho da França, Duque da Berry,
2º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Espanha


  Brasão de Suas Majestades Católicas os Reis
Juan Carlos I da Espanha
3º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.
e Felipe VI da Espanha
4º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Sevilha

Os Duques de Sevilha são hoje os Primeiros Príncipes de Sangue da França, posição que antes cabia aos Príncipes de Condé (extintos em 1830), dessa forma propomos que utilizem tais Príncipes as Armas outrora cabíveis aos Príncipes de Condé:

Brasão atualmente utilizado pelos Duques de Sevilha

Brasão de Armas propostas para Francisco de Bourbon, Duque de Sevilha
Primeiro Príncipe de Sangue da França
5º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas propostas para Francisco de Paula de Bourbon, filho do Duque de Sevilha
Príncipe de Sangue da França
6º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas propostas para Alfonso de Bourbon, Marquês de Esquilache
Príncipe de Sangue da França
12º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas propostas para Alfonso Gonzalo de Bourbon, Duque de Santa Elena
Príncipe de Sangue da França
13º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas propostas para Alfonso de Bourbon, filho do Duque de Santa Elena
Príncipe de Sangue da França
14º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Espanha (antes: Bourbon-Duas Sicílias)


Brasão de Pedro de Bourbon, "Duque de Calabria"
(não tem direitos legítimos a esse título, bem como, ao sobrenome de "Duas Sicílias", sendo filho de um Infante de Espanha)
Príncipe de Sangue da França
20º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Duas Sicílias


Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Carlo de Bourbon-Duas Sicílias,
Duque de Castro, Chefe da Casa Real das Duas Sicílias
Príncipe de Sangue da França
25º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Antonio de Bourbon-Duas Sicílias,
Duque de Calabria, Herdeiro do Chefe da Casa Real das Duas Sicílias
Príncipe de Sangue da França
26º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Francesco de Bourbon-Duas Sicílias,
Príncipe das Duas Sicílias,
Príncipe de Sangue da França,
27º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Pe. Alessandro de Bourbon-Duas Sicílias,
Príncipe das Duas Sicílias,
Príncipe de Sangue da França,
32º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Parma

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Carlos de Bourbon-Parma,
Duque de Parma e Piacenza, Chefe da Casa Ducal de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
33º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Carlos de Bourbon-Parma,
Príncipe Piacenza, Herdeiro do Chefe da Casa Ducal de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
34º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Jaime de Bourbon-Parma,
Conde de Bardi, Príncipe de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
35º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Bourbon-Luxemburgo (Bourbon-Parma-Nassau)


Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Jean de Bourbon-Parma,
Grão-Duque Emérito do Luxemburgo,
Príncipe de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
37º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Henri de Bourbon-Parma,
Grão-Duque do Luxemburgo,
Príncipe de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
38º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Guillaume de Bourbon-Parma,
Grão-Duque Hereditário do Luxemburgo,
Príncipe de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
39º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Félix de Bourbon-Parma,
Príncipe do Luxemburgo,
Príncipe de Parma,
Príncipe de Sangue da França,
40º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa d'Orléans

Os Príncipes da Casa d'Orléans não são descendentes de Luís XIV, mas sim de seu irmão, o Duque d'Orléans, por isso, não serão chamados de Bourbon, nome ao qual que não têm direitos. São todos descendentes de Philippe Égalité.

Brasão de Armas de Sua Alteza Henri d'Orléans,
Duque d'Orléans
(o referido príncipe adotou o título de "conde de Paris", todavia não tem qualquer direito a esse título)
Príncipe de Sangue da França,
73º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza François d'Orléans,
Duque de Chartres
(o referido príncipe adotou o título de "conde de Clermont", todavia não tem qualquer direito a esse título)
Príncipe de Sangue da França,
74º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Jean d'Orléans,
Duque de Montpensier
(o referido príncipe adotou o título de "duque de Vendône", todavia não tem qualquer direito a esse título. Poderia receber o título de Duque de Montpensier (título dado ao herdeiro do Duque de Chartres), pois seu irmão, o atual Duque de Chartres é débil mental, e por não poderá ter filhos)
Príncipe de Sangue da França,
75º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa d'Orléans-Bragança


Brasão de Armas de Sua Alteza Dom Pedro Carlos de Alcântara de Orléans-Bragança
3º Príncipe d'Orléans-Bragança
Príncipe de Sangue da França,
90º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa Imperial do Brasil


Brasão de Armas de Sua Alteza Imperial Dom Luiz Gastão d'Orléans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
Recomendaríamos aqui que Dom Luís Gastão recebesse o título de 
Duque de Valois
Para representar seu posto como Chefe dos Capetianos do Brasil
Príncipe de Sangue da França,
100º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Real Dom Eudes d'Orléans e Bragança
Príncipe de Orléans e Bragança (Ramo de Vassouras)
Príncipe de Sangue da França,
101º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Imperial Dom Bertand d'Orléans e Bragança
Príncipe Imperial do Brasil
Príncipe de Sangue da França,
103º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Imperial Dom Antonio d'Orléans e Bragança
Príncipe do Grão-Pará, Príncipe do Brasil,
Príncipe de Sangue da França,
108º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Brasão de Armas de Sua Alteza Dom Rafael d'Orléans e Bragança
Príncipe do Brasil, 1º Infante do Brasil,
Príncipe de Sangue da França,
109º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.

Casa de Orléans-Galliera


Brasão de Armas de Alfonso d'Orléans-Bourbon, Duque de Galliera
Príncipe de Sangue da França,
114º na Linha de Sucessão à Chefia da Casa Real da França.